Costumava ter um blog, ansiedade e obsessão. Ou talvez só curiosidade.
Queria saber quem entrava aqui. Sabia que me visitavam, que de fato essas pessoas existiam e que não se pronunciavam.
Eu dizia coisas quaisquer, e independentemente do assunto, da importância, da novidade ou da relevância daquilo que escrevia, esperava por uma palavra, seja qual fosse, de alô, de elogio, de reclamação, de amor, de vingaça, de surpersa, de babaquice ou de alguma coisa só engraçada, não que os itens acima enumerados não pudessem coexistir em uma mesma fala e não que o engraçado seja só, pelo contrário...
Mas de qualquer maneira, os visitantes não eram amigos e nenhum tinha cara nem voz. Eram sempre os mesmos. E eu sabia, todos os dias, eram sempre os mesmos.
E ninguém comentava, ninguém se manifestava.
Era um monólogo e era frustrante.
Entendia que as vezes é bom só receber. Mas queria me comunicar com essa galera de alguma forma, estabelecer algum tipo de diálogo. Algo um pouco mais justo do que falar sozinha.
Quis fazer um site com perguntas. Mas é provável que poucas pessoas se dariam o trabalho de respondê-las. Então pensei no contrário, se eu desse as respostas, tenho certeza que me fariam as perguntas.
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Lembrei de uma amiga que tem um rádio em seu carro que funciona como um oráculo.
Ela está no trânsito. Mentaliza uma pergunta e sintoniza a estação. É batata.
A música que toca é sempre uma luz, aponta um caminho, dá pistas.
É uma relação do tipo fenomenal. Aí quis ter isso também, com vocês.
E foi assim que desisti do blog e optei pelo Oráculo.
Eu com as respostas e vocês com as perguntas.
Decidido, achei que deveria pedir ajuda, ademais sou ruim de resposta, então coletei algumas pelo msn, pedi auxílio ao tarô, ao you tube, ao google e aos desconhecidos de fotolog.
Dá certo. E agora, explicada minha ânsia,aqui vai ele.
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